Curiosidades 2019

Curiosidade

Meses de 2019

Harry Houdini

Harry Houdini, nome artístico de Ehrich Weiss (Budapeste, 24 de Março de 1874 — Detroit, 31 de Outubro de 1926), foi um dos mais famosos escapistas e ilusionistas da História. Sua família emigrou para os Estados Unidos, quando Houdini tinha quatro anos, em 3 de julho de 1878, a bordo do navio SS Fresia. Teve uma infância muito pobre, o que o obrigou a trabalhar desde cedo. Foi perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista, trapezista. Foi também ferreiro e nesse ofício ele aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo. Sua família chegou aos Estados Unidos em 3 de julho de 1878, ...

a bordo do navio SS Fresia, quando Houdini tinha apenas quatro anos. De infância pobre, Houdini foi obrigado a trabalhar desde cedo. Ele foi perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista e até trapezista. Atuou também como ferreiro e nesse ofício aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo. 

Leia também - Delphine Lalaurie

Os tempos eram difíceis para a família Weisz, e foram obrigados a mudar várias vezes para fugir de cobradores de dívidas contraídas. Por conta disso e da precária situação financeira da família, todos os filhos começaram a trabalhar cedo. Ehrich aos 8 anos já trabalhava como engraxate e vendedor de jornais. Certo dia, seu pai o levou para assistir à performance de Dr. Lynn um mágico intinerante, neste dia, o desejo de atuar, tomou conta de Ehrich.

Aos 12 anos fugiu de casa, tendo chegado até Kansas City, onde ficou por quase um ano, mas em seguida juntou-se novamente à sua família na nova casa em Nova Iorque. Em 1888, Ehrich tinha vários trabalhos para ajudar a família.

Gastava seu tempo livre estudando mágica e disputando competições de atletismo, natação e corrida. Nesta época, Ehrich leu um livro entitulado “As Memórias de Robert Houdin” escritas pelo próprio. O livro mudou sua vida – Ehrich adicionou um “i” ao final do nome de seu ídolo e assumiu o nome com o qual se tornaria parte da história – Houdini

No entanto, os verdadeiros episódios e detalhes da infância de Houdini foram ocultados, inclusive em grande parte pelo próprio Houdini.

Certa vez, seu chefe encarregou-lhe de abrir um par de algemas cuja chave um policial perdera. Após inúmeras tentativas usando serras, Houdini teve a idéia de pinçar a fechadura para abri-la. Ele conseguiu e a maneira como o fez serviu de base para abrir todas as algemas que empregava em seus truques.

Desde então passou a se apresentar como mágico, fazendo números nos quais se libertava não só de algemas, mas também de correntes e cadeados, dentro de caixas, dentro de tanques fechados; dentro e fora d'água, de todo o jeito. Fez um sucesso enorme e ninguém até hoje conseguiu desvendar seus truques por completo, mesmo depois dele ter escrito boa parte dos segredos em livro.

Por muito tempo, passou aperfeiçoando e treinando um truque em que escapava de algemas, incorporou este truque ao seu show e logo passou a desafiar qualquer pessoa que pudesse algemá-lo com eficiência, inclusive oferecendo centenas de dólares caso ele não conseguisse escapar, nunca teve que pagar.

Houdini sempre soube usar com inteligência a mídia para promover seus espetáculos. Seus desafios atraíam um enorme público, no final do século XIX, que queria ver o mágico se desvencilhar de algemas, grilhões e correntes de ferro nos pés, cordas, cabos de aço, camisas de fôrça, jaulas e sarcófagos. Diferente de outros mágicos, Houdini praticava suas “escapadas” aos olhos da platéia.

Suas performances despertaram a atenção de Martin Beck que dirigia a maior cadeia de teatros de “vaudeville” dos Estados Unidos. Houdini foi contratado por Beck, tendo se tornado um enorme sucesso de público. Provando sua incrível capacidade de se desvencilhar de qualquer tipo de prisão, Houdini tornou-se o ator principal da trupe.

Houdini tinha habilidades impressionantes. Era capaz, por exemplo, de ficar vários minutos dentro de água sem respirar. Houdini possuía uma força incrível e grande agilidade, o que lhe ajudava em suas performances, ele também gastava horas praticando seu condicionamento físico, para o show em que ficava debaixo d’água, treinava o fôlego numa banheira.

Leia também - Baba Vanga, A vidente Cega da Bulgária

E foi numa destas demonstrações de suas habilidades - a "incrível resistência torácica" - que ele morreu. Após apresentar o número para uma platéia de estudantes em Montreal, no Canadá, enquanto ele ainda exibia o "super" tórax, um dos estudantes, boxeador amador, invadiu os bastidores e sem dar tempo para que Houdini preparasse os músculos, golpeou-lhe o abdômen com dois socos. Os violentos golpes romperam-lhe o apêndice, e quase uma semana depois ele morreu, num hospital de Detroit. Era o fim de Harry Houdini, considerado até hoje o maior mágico que já existiu.

Houdini também atuou como um desenganador, tentando desmascarar determinadas pessoas que segundo ele eram charlatões disfarçados de paranormais. Nos seus últimos anos de vida gastou parte de seu tempo desmascarando espiritualistas e mostrando como eram cometidas fraudes em espetáculos de parapsicologia e sessões espíritas. Seu interesse por destruir outros profissionais, teve início após a morte de sua mãe Cecilia Weisz. Por causa de seu passado como ilusionista, ele conhecia a maioria das técnicas utilizadas por médiuns para estabelecer contato com o mundo dos espíritos.

Houdini criou uma espécie de cruzada contra os charlatães que tungavam o dinheiro de famílias inteiras que tentavam contactar seus mortos. Ele frequentemente comparecia disfarçado em sessões espíritas, para desmascarar os médiuns. Houdini apregoava que se houvesse uma forma verdadeira de contactar os mortos, somente ele poderia conseguir tal proeza. Houdini inclusive atacou o mito de Robert Houdin, de quem emprestou o nome com o qual alcançou a fama.

Apesar de seus esforços por desmistificar o espiritismo, Houdini estabeleceu um código secreto com sua esposa Bess, que no caso de sua morte, permitiria que ele estabelecesse contato com ela do além. Em 9 de janeiro de 1929 o jornal The Detroit News apresentava uma reportagem informando que Bess havia recebido mensagens no código secreto, durante uma sessão.

O código era uma combinação antiga que Houdini utilizava com Bess nos números de leitura da mente. Bess declarou mais tarde que estava doente durante tal sessão, depois de recuperada disse não acreditar que a mensagem recebida fosse de Harry Houdini, pois o código secreto poderia ser conhecido por outros participantes da sessão e portanto, suspeitos de fraude. Outras sessões tentaram estabelecer contato com Houdini, sempre no Halloween, por 10 anos seguidos. Em 1936 Bess desistiu, declarando que 10 anos são demais para se esperar por um homem.

Morte

Harry Houdini morreu de peritonite secundária, devido ao apêndice rompido, ocasionado por traumas abdominais múltiplos, provocados por um estudante da Universidade McGill em Montreal.

As testemunhas oculares foram os estudantes Jacques e Sam Smilovitz. De acordo com a descrição dos eventos, Houdini estava reclinando em sua poltrona após um número, tendo um estudante de Artes o confrontado. Quando o estudante Whitehead adentrou e perguntou se era verdade que Houdini suportava pancadas de todo o tipo no estômago, esse respondeu-lhe afirmativamente. O ilusionista foi batido três vezes, antes que pudesse se preparar para tal. Whitehead continuou lhe golpeando diversas vezes mais tarde, segundo rumores. Houdini manifestou dores. Embora com sérias dores, Houdini inobstante continuou a viajar sem procurar ajuda médica. Sofrendo de uma provável apendicite por dias e tendo recusado o tratamento médico, seu apêndice provavelmente estouraria por si, mesmo sem o trauma.

Quando Houdini chegou ao Teatro Garrick em Detroit, Michigan, em 24 de outubro de 1926, para o que seria sua última performance pública, estava com febre de 40º C. Mesmo com diagnóstico de apendicite aguda, Houdini fez um teste do palco. Mais tarde, levado ao Grace Hospital de Detroit, Houdini morreu por hemorragia do apêndice em 31 de outubro do mesmo ano, aos 52 anos de idade.

Após terem sido feitos exames de corpo delito e post mortem, a companhia de seguro de Houdini concluiu que a morte se deu devido ao incidente com o estudante e seu seguro de vida foi pago em dobro.

Funeral

O funeral de Houdini realizou-se em 4 de novembro de 1926 em Nova Iorque, com mais de 2.000 pessoas presentes. Membros da sociedade de mágicos americanos compareceram a seu enterro no Cemitério Machpelah no bairro do Queens. Em sua lápide foi afixada a insígnia da sociedade dos mágicos. No dia do aniversário de Houdini, essa sociedade mágica realiza a Cerimônia da Varinha Mágica Quebrada, em sua lembrança. A esposa de Houdini, Bess, morreu em 1943 e não pôde ser enterrada com ele por não ser de origem judaica.

Segredo mais bem guardado do mágico Harry Houdini é revelado

31/10/2006 - Roberto Arnaz Nova York, 31 out (EFE).- Diversos ensaios e filmes abordaram a vida de Harry Houdini, mas no 80º aniversário da morte desse mágico de fama mundial, um novo livro revela seu segredo mais bem guardado: o grande "ilusionista" foi espião. "A Vida Secreta de Houdini", livro que está sendo lançado hoje em Nova York, retrata a biografia do artista desde a extrema pobreza que viveu em seus primeiros anos até a fama internacional, sua faceta de espião e o suposto complô que acabou com sua vida, na noite mais mágica do ano, a do "Halloween". O especialista em magia William Kalush e o escritor Larry "Ratso" Sloman dedicaram vários anos pesquisando cerca de 700 mil anotações e documentos que fizeram que eles chegassem à conclusão de que a ascensão da carreira do mítico mágico deveu-se a um ofício mais mundano: a espionagem.

Leia também - Li Ching Yuen

Os autores chegaram a esta conclusão ao analisarem o diário de William Melville, chefe do incipiente serviço secreto britânico - o MIM-5 - do início do século XX, no qual são feitas várias referências a Harry Houdini. Segundo o texto, Ehrich Weiss, verdadeiro nome do mito da magia, manteve durante anos contatos clandestinos com os serviços secretos dos EUA e do Reino Unido para informar sobre o que via em suas inúmeras viagens pelo mundo. Em contrapartida, pediu que sua carreira fosse lançada em nível internacional. O certo é que, após quase uma década atuando em pequenos museus pelo simbólico preço de 1 dime (moeda de US$ 0,10), de repente sua magia encheu primeiro as manchetes dos jornais de Chicago, e depois de todo os EUA. As páginas da biografia apontam um acordo de ajuda mútua com a Polícia de Chicago como impulsionador de seu mito.

Um fato semelhante aconteceu na Inglaterra, onde Houdini entrou em contato com Melville, que lhe proporcionou vários contratos de atuação por toda a Europa, em troca de trabalhos de espionagem e contra-espionagem para a Scotland Yard. Graças a sua fama mundial, durante os primeiros anos do século XX o "ilusionista" de origem húngara informou os serviços secretos americanos e britânicos sobre as atividades da Polícia alemã, e acompanhou de perto as atividades dos anarquistas russos. No entanto, em 1920 a morte de sua mãe gerou uma reviravolta em sua atividade de espião, e, a partir desse momento, dedicou todos seus esforços a desmascarar mágicos, médiuns e todos aqueles que se consideravam aptos a se comunicar com mortos, já que os considerava farsantes. Esta missão o levou a criar inimizades com um de seus grandes amigos, Sir Arthur Conan Doyle, escritor espírita que criou "Sherlock Holmes" e que considerava Houdini um poderoso médium.

O livro sugere que a caça às bruxas iniciada por Houdini pode ter provocado as duas agressões físicas que o ilusionista sofreu nos dias que antecederam a sua morte, e que lhe causaram as lesões internas que provocaram seu falecimento, após realizar seu último número em Detroit (EUA). No entanto, apesar das revelações do texto, Houdini não foi o primeiro ilusionista da história a colaborar com os serviços de espionagem. Antes, em meados do século XIX, o francês Jean Eugène Robert-Houdin - cujo sobrenome o jovem Ehrich Weiss tomou emprestado para formar seu nome artístico - foi enviado por seu Governo a uma de suas colônias, a Argélia, para atemorizar os nativos com o poder da magia francesa. Durante a Segunda Guerra Mundial, o ilusionista Joseph Dunninger colaborou com as forças armadas dos EUA para melhorar suas técnicas de camuflagem.

Nos anos 50, a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) contratou o mágico John Mulholland para que treinasse os agentes, entre outras coisas, para que pudessem introduzir drogas na bebida de seus alvos.E, durante a Guerra Fria, os desertores da Alemanha Oriental eram retirados do país em carros equipados com caixas no porta-malas iguais às que os ilusionistas usavam nos palcos para seus truques de desaparecimento.

Fonte:

Listas de curiosidades

Av. Brasil, 2725 - Vila Romanópolis - Ferraz de Vasconcelos

114674-1022

Clique aqui e fale conosco